Síndrome de Fadiga Crónica | Orientações Gerais
Causas
Não havendo ainda uma causa específica atribuída, estudos apontam para várias hipóteses. Uma das teorias (apesar de não demonstrada) defende que a SFC é causada por uma infecção persistente, que faz com que o sistema imunitário esteja constantemente “ligado” na tentativa de erradicar a infecção.
Uma segunda teoria, apoiada por indícios consideráveis relaciona-se com a teoria da infecção crónica. Esta explicação baseia-se no facto destes doentes terem níveis ligeiramente mais baixos da hormona do stress (cortisona). Os seus baixos níveis de facto produzem sintomas parecidos com a SFC. Apesar dos ensaios clínicos para ver se os doentes poderiam beneficiar com a administração de uma baixa dose diária de uma hormona similar à cortisona, os resultados são inconclusivos.
Uma outra teoria relaciona a SFC com o enfraquecimento do sistema nervoso autónomo, a parte do sistema nervoso que controla as funções automáticas vitais do corpo ( tensão arterial, ritmo cardíaco e temperatura corporal).
Finalmente existe também a possibilidade de algumas pessoas desenvolverem SFC devido a um traumatismo cerebral ou exposição a uma toxina.


Tratamento
Visto não haver cura, o tratamento deve ser focalizado no controle dos sintomas e na melhoria da qualidade de vida. O tratamento deverá ser adequado à sintomatologia do doente, dando ênfase aos sintomas mais intensos.
Não existindo medicamentos específicos, é natural haver por vezes necessidade de recorrer à experimentação de diversos medicamentos até encontrar o que melhor actue no alivio dos sintomas naquele doente. Os medicamentos podem também ter que ser periodicamente alterados por perderem a sua eficácia.
Mudanças no estilo de vida são recomendáveis, tais como: aumento dos períodos de descanso, redução do stress, restrições dietéticas, suplementos vitamínicos e exercício moderado.


Evolução e Prognóstico
Em alguns pacientes com SFC, os sintomas podem estar sempre presentes apesar de poderem variar de intensidade. Essas variações podem ser influenciadas pela excessiva actividade física ou mental. O grau de disfunção varia de doente para doente. Alguns doentes continuam activos em casa e no trabalho apesar de terem que reduzir o nível de actividade, enquanto outros ficam severamente incapacitados, vendo-se impossibilitados de continuarem as suas actividades de rotina.

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